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CIRURGIA TRANSGÉNERO

1. Mastectomia Masculinizadora (F-M)

PARA QUE SERVE?

Reduz o volume da mama e aréolas excessivamente alargadas para fornecer uma aparência de peito masculino

O QUE É?

As técnicas de cirurgia de mastectomia masculizadora F-M são semelhantes às de ginecomastia. O tratamento cirúrgico requer normalmente lipoaspiração complementada com a excisão directa de tecido glandular (geralmente mais duro e difícil de aspirar) e redução das aréolas. Em casos de mama de maior dimensão, pode haver a necessidade de remover também alguma pele, obrigando a uma cicatriz a nível do sulco inframamário

TEMPO DO TRATAMENTO

1h30 a 2h30

PROCEDIMENTOS QUE SE PODEM ASSOCIAR

Abdominoplastia, lipoaspiração

TIPO DE ANESTESIA

Anestesia geral

CICATRIZ

A cicatriz pode ser periareolar, ou seja, ao longo do rebordo da aréola. Em casos de maior tamanho da mama, pode haver a necessidade de remover também alguma pele, obrigando a uma cicatriz a nível do sulco inframamário

INTERNAMENTO

Ambulatório ou 1 dia de internamento

RECUPERAÇÃO

Pode regressar ao trabalho em cerca de 2 semanas desde que não implique esforços. Recomendamos que a elevação completa dos braços se inicie apenas a partir da segunda semana. A actividade desportiva pode ser realizada a partir das 6 semanas. Deve também usar uma cinta compressiva no tórax (recomendado pela nossa equipa) durante 4-6 semanas. Ao fim de alguns meses, as cicatrizes obtêm uma tonalidade semelhante à da pele circundante, ficando menos perceptíveis

RISCOS E PROBLEMAS MAIS FREQUENTES

Devido à lipoaspiração, há geralmente equimoses (nódoas negras) que desaparecem em 1-2 semanas e um desconforto facilmente tolerável e controlável com analgesia. Pode haver produção de líquido excessiva alguns dias após a cirurgia, que pode necessitar de ser aspirado. Por vezes inicialmente surge inchaço ou mudança na sensibilidade do mamilo (aumentada ou diminuída). Menos frequentes são a cicatrização em excesso ou hiperpigmentação das cicatrizes, o hematoma e a infecção. Pode haver irregularidades ou aderências da pele e areola aos planos mais profundos, que podem melhorar com o tempo ou necessitar de ser corrigidas futuramente.

LONGEVIDADE DO TRATAMENTO

O procedimento é definitivo

NOTA INICIAL

As cirurgias abaixo indicadas são as que o Dr. João Nunes da Costa está capacitado para dar uma resposta eficaz.

As cirurgias e tratamentos da região genital para reafirmação de género e de redução da maçã de Adão não são realizadas pela nossa equipa.

É também importante informar que, relativamente a cirurgias mamárias, apenas serão realizadas se o/a paciente tiver a documentação necessária da equipa multidisciplinar, incluindo relatórios médicos de psiquiatria favoráveis à sua realização.

PARA QUE SERVE?

Melhora a forma, volume e projecção da mama

O QUE É?

A mamoplastia de aumento é um procedimento cirúrgico que recorre ao uso de próteses de silicone para alterar a forma da mama, melhorando a sua estética. A determinação da forma ideal da mama e das opções tomadas durante a cirurgia segue algumas regras e depende das características da paciente, incluindo a sua altura, forma do tórax, espessura, qualidade do tecido cutâneo e subcutâneo e, principalmente, a mama previamente existente. Algumas das variáveis a considerar são:

  • Forma e volume do implante – A forma anatómica (ou “em gota”) confere geralmente resultados mais naturais que uma prótese redonda, permitindo uma melhor adaptação à forma da mama pré-existente para criar um resultado final mais equilibrado. No entanto, algumas senhoras apresentam já um volume mamário suficiente, e nesses casos uma prótese redonda pode permitir obter uma forma igualmente atraente. Quanto ao volume, tem de ser adaptado à paciente e existem critérios relacionados com a altura da paciente, a dimensão do tórax, a área de implantação da mama no tórax (as medidas de "base" e "altura" da mama e da prótese), a posição do mamilo, etc. No entanto, há alguma margem na escolha, embora se tenha que ter em conta que, genericamente, quanto maior o implante, maior o risco de complicações e perda do aspecto natural a médio/longo prazo.

 

  • Posição relativa do implante – A discussão da colocação da posição da prótese, à frente ou atrás do músculo peitoral, é também relevante. À posição à frente do músculo denominamos subfascial, que é uma evolução da técnica subglandular em que se usa a fáscia do músculo como uma camada adicional de protecção, reduzindo também a hemorragia. O conceito de prótese atrás do músculo, ou submuscular, entende-se principalmente, hoje em dia, como o recurso à técnica “dual-plane”, em que a prótese no seu pólo superior está atrás do músculo e a porção mais inferior fica (em extensão variável) em posição subglandular/subfascial. A técnica de “dual-plane” tem especial vantagem em pacientes que apresentam uma mama pequena, pois permite um revestimento de melhor qualidade, reduzindo os estigmas visíveis de uma prótese, como o “rippling” (vincos da pele), ao mesmo tempo que permite expandir melhor o pólo inferior, conferindo-lhe a normal forma de “gota”. No entanto, a posição à frente do músculo pode ser considerada em pacientes que apresentam já algum tecido mamário, o qual permite “disfarçar” melhor a prótese, ou em pacientes que realizam actividade desportiva muito intensiva, evitando o “bouncing” (“baloiçar”) das próteses com a contracção dos músculos peitorais.

 

  • Incisão/via de abordagem/cicatriz – as vias de abordagem mais comuns são a inframamária (junto do sulco inferior da mama), a periareolar (ao longo da metade inferior da mama) e a axilar (como o nome indica, com cicatriz na axila). Todas elas têm vantagens e desvantagens, podendo ser realizadas desde que a anatomia e a segurança do procedimento assim o permitam (por exemplo: não é possível colocar uma prótese de grande volume por via periareolar em pacientes com aréolas de diâmetro muito reduzido; o risco de hemorragia da via axilar é teoricamente superior à das outras pela reduzida capacidade de visualização interna). As cicatrizes têm normalmente cerca de 4 a 5,5 cm de comprimento conforme a via de abordagem e tamanho da prótese.

TEMPO DO TRATAMENTO

1 hora

Correcção de assimetria mamária, lipoaspiração, preenchimento com enxerto de gordura (“lipofilling”), abdominoplastia, lift das coxas (cruroplastia), face-lift, blefaroplastia

TIPO DE ANESTESIA

Anestesia geral ou sedação profunda (sempre com Anestesista)

CICATRIZ

As cicatrizes têm normalmente cerca de 4 a 5,5 cm de comprimento conforme a via de abordagem (inframamária, periareolar ou axilar) e tamanho da próteseNenhuma

INTERNAMENTO

Pode ser realizada em ambulatório ou com 1 dia de internamento

RECUPERAÇÃO

Pode regressar ao trabalho em cerca de 5-7 dias desde que não implique esforços. A actividade desportiva mais intensa pode ser realizada a partir das 6 semanas. Deve também usar um soutien compressivo (recomendado pela nossa equipa) durante 6 semanas. Ao fim de alguns meses, as cicatrizes obtêm uma tonalidade semelhante à da pele circundante, ficando menos perceptíveis.

RISCOS E PROBLEMAS MAIS FREQUENTES

Inicialmente pode haver um desconforto facilmente tolerável e controlável com analgesia, leve inchaço, uma mudança na sensibilidade do mamilo (aumentada ou diminuída). As mamas podem ser sensíveis à estimulação por algumas semanas. Com o tempo, a perda de elasticidade dos tecidos, traumatismos, alterações do peso ou gravidezes podem alterar a forma da mama, podendo exigir uma revisão cirúrgica no futuro. Tanto uma prótese mamária ou ambas podem ter também de ser removidas e/ou substituídas para o tratamento de problemas como a ruptura do implante, a formação de tecido de cicatrização em torno do implante - contractura capsular, o que pode causar a sensação de seio a sentir apertado ou duro -, hemorragia ou infecção. É bastante consensual hoje em dia o conceito de que as pacientes jovens poderão, ao longo da sua vida, necessitar de pelo menos uma cirurgia de revisão, pois estamos a falar de muitas décadas de vida com próteses. Outros riscos são um aumento ou diminuição na sensibilidade dos mamilos ou pele da mama, que ocasionalmente pode ser permanente

LONGEVIDADE DO TRATAMENTO

Salvo as situações apontadas, os resultados mantêm-se, com o efeito geral de um aumento do tamanho do peito, assim como melhoria da forma e aparência

2. Aumento Mamário com Implantes (M-F)

3. Mentoplastia com Prótese (F-M)

PARA QUE SERVE?

Melhora a projecção e contorno do queixo, dando um aspecto mais masculino

O QUE É?

Os implantes de mento são sólidos com a forma apropriada para melhor definir o contorno e volume do queixo, podendo ser feitos de silicone ou MEDPOR. Implicam um procedimento cirúrgico em que, sob uma abordagem com cicatriz em zonas facilmente disfarçáveis (por dentro da boca ou debaixo do queixo), se coloca o implante junto do osso e se fixa com recurso a parafusos ou suturas. Tem a vantagem em relação ao aumento de volume com ácido hialurónico ou enxerto de gordura de conferir uma forma mais definida, com traços mais demarcados (exemplo: bordo mandibular ou queixo) e de forma definitiva, ao contrário do ácido hialurónico.

TEMPO DO TRATAMENTO

1 hora

PROCEDIMENTOS QUE SE PODEM ASSOCIAR

Preenchimento com enxerto de gordura, toxina (b. tox.), facelift completo, minilift, blefaroplastia

TIPO DE ANESTESIA

Anestesia local ou geral

CICATRIZ

Dentro da boca ou debaixo do queixo

INTERNAMENTO

Não necessita de internamento

RECUPERAÇÃO

Regresso ao trabalho em 2-3 dias para actividade ligeira, embora possa manter-se algum inchaço até cerca das 3 semanas.

RISCOS E PROBLEMAS MAIS FREQUENTES

Inicialmente inchaço, nódoas negras. A assimetria, infecção, e contractura capsular são riscos que têm que se ter em consideração, nomeadamente pelo facto de o implante ter carácter definitivo e poder permanecer dentro do corpo por muitos anos. A deslocação do implante e eventual irritação ou lesão do nervo mentoniano é também uma complicação possível. Por vezes, surgindo essas complicações, a única forma de as corrigir é removê-lo

LONGEVIDADE DO TRATAMENTO

Definitivo

4. Preenchimento com ácido hialurónico

PARA QUE SERVE?

Restabelece ou aumenta o volume de zonas da face, aumenta a projecção de uma forma temporária e permite corrigir rugas.

O QUE É?

A aplicação de “fillers” é um procedimento não-cirúrgico (ao contrário do preenchimento com enxerto de gordura, que é um procedimento cirúrgico) que usa substâncias de preenchimento para melhorar rugas, sulcos e irregularidades ou mesmo aumentar volumes. Pode também melhorar a hidratação da pele, nos casos de “fillers” mais superficiais. Na nossa prática a preferência recai sobre o ácido hialurónico (“filler” não-permanente”) pelo seu melhor perfil de segurança. Várias marcas são conhecidas, tais como o Restylane, Art Filler FillMed ou Juvederm (marcas registadas) que variam na sua viscosidade, capacidade de absorção de água e características da molécula, tendo implicação na profundidade a que se pode injectar cada um para os melhores resultados, sem “pápulas” visíveis e durabilidade maximizada.

Indicações estéticas para usar o ácido hialurónico incluem o esvaziamento da face com a idade, nomeadamente o desaparecimento de gordura das bochechas, sulcos profundos desde o nariz até os cantos da boca, e em alguns casos de linhas entre as pálpebras inferiores e as maçãs do rosto. Também é um dos métodos mais comuns utilizados para o aumento dos lábios ou do queixo. Além disso, os “fillers” podem ser usados para suavizar irregularidades como as presentes no nariz, melhorando a sua forma. No caso específico dos procedimentos transgénero, a sua utilização pode ajudar à melhor definição da estética facial do género masculino ou feminino, mediante uma aplicação criteriosa.

TEMPO DO TRATAMENTO

15 minutos

PROCEDIMENTOS QUE SE PODEM ASSOCIAR

B. Toxina

TIPO DE ANESTESIA

Tópica ou regional

CICATRIZ

Sem cicatrizes

INTERNAMENTO

Procedimento realizado no consultório

RECUPERAÇÃO

Pode trabalhar no mesmo dia, embora algumas zonas possam estar mais inchadas ou vermelhas durante 1 ou 2 dias

RISCOS E PROBLEMAS MAIS FREQUENTES

Nos primeiros dias pode haver algum inchaço, nódoas negras ou vermelhidão. Raramente assimetria, irregularidades, hipo- ou hipercorrecção e infecção

LONGEVIDADE DO TRATAMENTO

Depende da profundidade, localização e tipo de produto usado, podendo variar entre os 6 e 18 meses